domingo, 25 de julho de 2010

Vida de Menina




Gênero: Drama
Duração: 101 min.
Lançamento (Brasil): 2004
Distribuição: Riofilme
Classificação etária: Livre

Ficha Técnica:
Direção: Helena Solberg
Roteiro: Elena Soáres e Helena Solberg
Produção: Radiante Filmes
Produtor: David Meyer
Co-produção: Raccord Produções
Música: Wagner Tiso
Fotografia: Pedro Farkas
Direção de arte: Beto Mainieri
Edição:  Diana Vasconcellos
Figurino: Marjorie Gueller

Elenco:
Ludmila Dayer - Helena Morley
Daniela Escobar - Carolina
Dalton Vigh - Alexandre
Maria de Sá - Teodora
Camilo Bevilacqua - Geraldo
Lolô Souza Pinto - Tia Madge
Benjamim Abras - Teodomira
Lígia Cortez - Iaiá

O filme:
     Uma grande personagem essencialmente brasileira, num momento crítico de sua vida, briga para estabelecer sua liberdade e integridade. Tendo como pano de fundo um Brasil que acaba de abolir a escravatura e proclamar a República, Helena Morley começa a escrever o seu diário, que nos revela seu universo e um país que adolesce junto com a menina. Nesse momento da vida, Helena e magra, desengonçada e sardenta: se acha feia. Não é boa aluna, nem comportada como sua irmã Luizinha; seu apelido "Tempestade". Mas Helena, como nenhuma outra garota de Diamantina, escreve.
 

Curiosidade:
     Vida de Menina é o primeiro longa-metragem totalmente de ficção de Helena Solberg. Baseia-se no livro Minha Vida de Menina (O Diário de Helena Morley), de Helena Morley, um clássico da literatura brasileira, sucesso no Brasil e no exterior e que está em sua 19a. edição. Esse diário cobre os anos de 1893 a 1895, mas só foi publicado em livro pela autora em 1942, causando impacto.

Algumas possibilidades de trabalho com o filme
Vida de menina

  • Áreas curriculares: Linguagens e Códigos/ Ciências Humanas.
  • Sugestão de disciplinas: Língua Portuguesa/ Geografia/ História/ Filosofia.
  • Tema: Ética e Cidadania (Relações de gênero/ Relações de trabalho/ Formação do sujeito/ Patrimônio histórico)

Orientações preliminares:
     Sugere-se que as atividades a seguir sejam desenvolvidas por professores de disciplinas diferentes. É importante assistir ao filme em sua totalidade e, a seguir, selecionar fragmentos que ajudem na compreensão dos temas propostos. Lembre-se de que o filme, como qualquer objeto cultural, deve ser problematizado. Para sua análise, é importante que os alunos observem alguns elementos que o diretor utilizou para compor as cenas, tais como falas, gestos, vestimentas, paisagens e sons.

Atividades de aquecimento:
     O filme foi inspirado no diário de Helena Morley, pseudônimo de Alice Dayrell Brant, que tinha 14 anos quando o escreveu durante os anos de 1893 a 1895. Portanto, peça aos alunos para contarem se conhecem esse gênero de escrita ou se alguém na classe tem (ou tinha) o hábito de escrever diário.
    Você pode também levvar e comentar alguns diários, tais como:  Diários de Cristovão Colombo, Diário de Anne Frank ou o livro Paratii entre os dois pólos, de Amyr Klink, ou ainda pedir para que os alunos comentem sobre os próprios diários. O objetivo desta atividade é listar as principais características desse gênero e elaborar hipóteses acerca dos possíveis assuntos que serão tratados no filme.

Atividades:
     O filme, ambientado nos anos 90 do século XIX, pouco após a libertação dos escravos e da proclamação da República, trabalha com diversas polaridades e tem como eixo principal a oposição mulher/homem. Assim, a narrativa mostra dintinções: jovem/adulto; trabalho manual/ trabalho intelectual; protestantismo/catolicismo; criacionismo/evolucionismo; civilização/bárbarie; cultura popular/ cultura erudita; crise/prosperidade. Sugerem-se, portanto, atividades com o intuito de problematizar tais dicotomias a partir: 1) da formação do sujeito, 2) das relações de gênero e trabalho e 3) da cidade de Diamantina.

I - Formação do sujeito:
     Um dos temas centrais do filme é a formação do sujeito. Helena, por meio de sua relação com a escrita, nos relata suas afinidades e distanciamentos em relação às questões culturais de seu tempo. Assim, oriente os alunos para que, em grupo produzam um texto dissertativo-argumentativo, com o intuito de discorrer sobre as questões culturais que a afligiam e explicar a importância da escrita em sua formação. Para tanto, precisam:
  • Observar o tema e a forma (os gestos, olhares, o tom da fala, silêncios) como a autora dialoga com o padre Neves, com a avó Teodora, com a mãe Carolina, com a tia Madge, com o professor Teodomiro e com Leontino.
  • Rever a sequência no DVD: 45min 40s até 1h 10min 40s. Esta sequência é chave, pois ajuda na compreensão da relação de Helena com a escrita.
Observação 1

     
Peça para que os alunos observarem os provérbios e a sua função na cena do filme, tais como: "A mulher e a galinha nunca devem passear, a galinha o bicho come, a mulher dá o que falar", "Casamento e mortalha no céu se talha", "Não vá com tanta sede ao pote" ou "Eu penso que a vida é como um punhado de fubá que se põe na palma da mão, quando se assopra, vai embora e não fica nada". Tais textos ajudarão a perceber os aspectos discordantes da narrativa.

Observação 2:
     Peça que observem a relação de Helena com os amigos a partir do momento em que se torna escritora.



II - Relações de gênero e trabalho:
     Oriente os alunos para consultarem, em fontes atualizadas, sobre o fim da escravidão, a ampliação do trabalho assalariado, a transição da Monarquia para a República no Brasil.
    Depois de trocar e comentar as informações com os alunos, promova um debate com o intuito de identificar e explicar as principais características dos papeis sociais exercidos por mulheres e homens na sociedade patriarcal de Diamantina do final do século XIX. Para tanto, recupere algumas passagens no DVD, observando os itens a seguir:

     1) Os elementos utilizados pela diretora para compor o personagem: a fala, a escrita, a leitura, os gestos, os gostos, a vestimenta dos personagens:
a) Mulheres: Helena, Carolina (mãe), Dona Teodora (avó); Tia Madge; Generosa e Arinda.
b) Homens: Alexandre (pai), Geraldo (tio), Padre Neves, Prof. Teodomiro e Leontino.


     2) As atividades exercidas pelas mulheres brancas e pelas mulheres negras.


     3) Atividades exercidas pelos homens brancos e homem negro.
     Além disso, peça aos alunos para responderem, em grupos:
  •  Por que Helena é uma agente desestabilizadora no filme?
  • Quais são as semelhanças e diferenças na vida dos negros após o término da escravidão?

III - Cidade de Diamantina, patrimônio histórico
     O filme também ajuda na compreensão das razões dessa cidade ter se tornado um patrimônio histórico: seu declínio econômico. Peça aos alunos para pesquisarem sobre o que é patrimônio histórico e, a seguir, elaborarem um cartaz coletivo (da turma inteira), com o intuito de explicar as razões de Diamantina ter se tornado patrimônio histórico. Para tanto, siga o roteiro:

     1) Anotem as características da cidade de Diamantina que aparecem no filme (prédios, casas, ruas e meios de transportes).
     2) Consultem imagens fotográficas de Diamantina em site oficiais
  • http://www.diamantina.mg.org.br/portal1/intro.asp?ildMun=100131242
  • http://www.idasbrasil.com.br/idasbrasil/cidades/Diamantina/port/apresent.asp
e de agências de turismo e anotem como são prédios, casas, ruas, meios de transporte hoje.

3) Anotem as mudanças e permanências e formulem hipóteses para explicar as razões das muitas permanências.

4) Leiam a história da cidade e do contexto histórico brasileiro em livros de História.

5) Organizem as legendas das fotos com linguagem adequada e objetiva. 
*Caderno de Cinema do Professor 1

terça-feira, 15 de junho de 2010

A Rosa Púrpura do Cairo





Gênero: Comédia
Duração: 72 minutos
Lançamento: 1985
Produção: EUA
Classificação etária: 12 anos

Ficha Técnica:
Direção e roteiro: Woody Allen
Produção: Robert Greenhut
Fotografia: Gordon Willis
Edição: Susan E. Morse

Elenco:
Mia Farrow - Cecília
Jeff Daniels - Tom Baxter / Gil Shepherd
Danny Aiello - Monk
Irving Metzman - Administrador do cinema
Stephanie Farrow - Irmã de Cecília
Edward Herrmann - Henry
John Wood - Jason
Deborah Rush - Rita
Van Johnson - Larry

O filme

     Em área pobre de Nova Jersey, durante a Grande Depressão norte-americana, Cecília, uma garçonete que sustenta o marido bêbado e desempregado, que só sabe ser violento e grosseiro, foge da sua triste realidade assistindo a filmes. Mas ao ver pela quinta vez A Rosa Púrpura do Cairo acontece o impossível! Quando o herói da fita sai da tela para declarar seu amor por Cecília, isto provoca um tumulto nos outros atores do filme. Logo o ator encarna o héroi e tenta contornar a situação. Assim, ela se divide entre o ator e o personagem.

Curiosidades

  • Ganhou o prêmio Fipresci no Festival de Cannes em 1985.
  • Woody Allen é considerado um dos maiores diretores da atualidade e produziu filmes de grande repercussão, como: Annie Hall, Manhattan e Zelig,entre outros.
  • Além de escrever roteiros e dirigir, Woody allen costuma atuar em seus filmes.
  • A Rosa Púrpura do Cairo é considerada uma das mais belas homenagens feitas ao cinema.
Algumas possibilidades de trabalho com o filme A Rosa Púrpura do Cairo

  • Áreas curriculares: Linguagens e Códigos / Ciências Humanas
  • Sugestão de disciplinas: Língua Portuguesa / Arte / História / Filosofia
  • Tema: Pluralidade Cultural - Metalinguagem e Figuras de Linguagem




Orientações preliminares

     Com A Rosa Púrpura do Cairo, os professores podem trabalhar, a partir da construção de sua narrativa e, também, por intermédio das figuras de linguagem, o deslocamento de situações espaço-temporais, alterações no tempo e no espaço, a mudança de sentido das palavras, usando, por exemplo, figuras de linguagem como a alegoria (uma representação figurativa que transmite um significado outro em adição ao literal), a metáfora (figura de estilo que consiste na comparação entre dois elementos por meio de seus significados imagéticos, causando o efeito da atribuição "inesperada" ou improvável de significados de um termo a outro), e a metonímia (emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles).

Atividades       

     É relevante que os alunos conheçam sobre um dos nomes mais importantes da história do cinema: Woody Allen. Nesse sentido, peça para que eles pesquisem, em diferentes fontes, sobre uma cinematografia, socializando as informações com os colegas. Igualmente importante é apresentar a ficha técnica do filme para os alunos.  
      
     Após terem assistido ao filme, os professores podem promover uma discussão das seguintes questões com os alunos: O que seria real? O que seria ficção? O que seria realidade? E fantasia, fabulação, sonho? É possível nos deslocarmos de nossa realidade? Em que medida? Qual e como seria o "passaporte" para esse deslocamento? Que "figuras de linguagem" podemos reconhecer nesse filme?

Algumas sugestões que podem embasar essa atividade:

     Explorar algumas passagens do filme que mesclam a relação entre aquilo que é real e ficcional; por exemplo, no momento em que o personagem Tom Braxter, de dentro do filme A Rosa Púrpura do Cairo, passado no cinema de Nova Jersey, fala com a cinéfila Cecília - viciada em filmes hollywoodianos. Todo esse debate em torno do reconhecimento de figuras de linguagem pode ser conduzido pelo professor de Língua Portuguesa.

     Trabalhar com a linguagem cinematográfica, discutindo, por exemplo, o quanto, nas artes visuais, artistas também se apropriaram de outras obras de arte para realizar as suas. Nesse sentido, a arte tratando da própria arte como assunto ou tema. Pablo Picasso (1881 -1973), um artista do século XX, por exemplo, faz referência em suas obras a outros artistas do século XVII, como Diego Velázquez (1599-1660). Uma operação que dialoga com a colagem, a apropriação e "citação".

     Trabalhar o período da Grande Depressão nos Estados Unidos, a situação socioecônomica em que cidades como Nova Jersey se encontravam naquele momento histórico: pessoas desempregadas, parques e construções desativadas, ambientes presentes no filme. Além disso, vale a pena discutir com os alunos sobre o papel ambíguo do cinema: escapismo que aliena as pessoas e sonhos diante de uma realidade miserável. Nesse particular, pode ser feita uma comparação com as nossas telenovelas.

     Explorar a ideia de deslocamento via mito da caverna de Platão, a possibilidade de se desprender do senso comum pela arte. Com esse mito é possível que se discuta a diferença entre o conhecimento pautado no senso comum (no qual podem existir enganos) e o conhecimento filosófico, no qual é possível que se perceba o modo como uma falsa realidade pode nos ser imposta.

     Somados, as reflexões sobre as questões discutidas com os alunos e o reconhecimento da possibilidade de fusão entre ficção e realidade, a possibilidade de sonho e de deslocamento num momento real historicamente vivido, da arte na própria arte, sugere-se que os alunos criem uma narrativa, individualmente ou em pequenos grupos, um texto que possa mesclar esses ou alguns desses elementos: a metonímia, as figuras de linguagem, a colagem, apropriação, fabulação, deslocamento (Arte), a contextualização histórica de um período peculiar, ou, ainda, o mito da caverna de Platão.

     Para finalizar, provoque uma discussão com os alunos sobre o filme em questão a respeito de quem viveria mais num mundo de fantasia: o ator (um deslumbrado pela fama) ou o personagem (que é mais crítico do que muitos que vivem na "realidade")?  
*Caderno de Cinema do Professor 1
 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A Cor do Paraíso





Gênero: Drama
Duração: 86 minutos
Lançamento: 1999
Produção: Irã
Classificação etária: Livre

Ficha Técnica:
Direção e roteiro: Majid Majidi
Produção: Mehdi Karimi, Ali Kalij
Fotografia: Mohammad Davoodi.
Música: Alireza Kohandari
Edição: Hassan Hassandoost

Elenco:
Houssein Mahjoub - Pai
Mohsen Ramezani - Mohammad
Salime Feizi - Avó
Farahnaz Safári - Irmã mais velha
Elham Sharifi - Irmã mais nova

O filme

      Produção iraniana que recebeu muitos prêmios mundo afora, A Cor do Paraíso narra a comovente história de Mohammad, um menino cego que mora numa escola para deficientes visuais e que, nas férias, volta para seu vilarejo nas montanhas, onde convive com as irmãs e sua adorava avó. O pai, que é viúvo, se prepara para casar-se novamente e encara a presença do menino como um estorvo para a nova vida que pretende levar.

 

Curiosidades:

  • O cinema iraniano ganhou grande visibilidade a partir dos anos 1990, principalmente no circulo europeu de festivais.
  • Vários sucessos internacionais dos cineastas desse país ainda estão censurados dentro do próprio Irã.
  • Os diretores mais conceituados são Abas Kiarostami, Jafar Panahi, Mohsen Makhamalbaf e sua filha Samira Makhmalbaf, mas Majid Majidi é o que tevve maior aceitação no ocidente, a partir do sucesso de Filhos do Paraíso.




Algumas possibilidades de trabalho com o filme A cor do Paraíso
  • Áreas curriculares: Linguagens e Códigos/ Ciências Humanas.
  • Sugestão de disciplinas: Língua Portuguesa/ Filosofia
  • Tema: Ética e Cidadania (Exclusão/Inclusão Social).
 Orientações preliminares: 
     O filme é de origem iraniana. Por esse motivo, antes da exibição, recomendda-se apresentar as informações da ficha técnica, bem como chamar a atenção dos alunos para os aspectos filmicos, tais como: fotografia, ritmo, cenário, etc.
     
Atividades:
     Recupere os principais momentos do filme com seus alunos: oralmente, por escrito, a partir dos capítulos do DVD, etc., a fim de que cada um possaa expressar o que entendeu sobre o filme.
      Explore alguns momentos, de modo que os alunos possam identificar situações típicas de exclusão e de in clusão social.
     Pergunte para os alunos o que eles entendem por exclusão social e por inclusão social. Na lousa, registre a definição dos alunos, produzindo um texto coletivo. Peça para os alunos consultarem esse conceito, utilizando preferencialmente um dicionário da área de Ciências Humanas. Compare as definições.
     Peça aos alunos para exemplificarem, a partir de diferentes contextos sociais reais, situações de exclusão e inclusão social.
     O personagem principal - Mohammad - teve experiências diferenciadas com relação à escola. Discuta com os alunos como Mohammad se sentia na escola especializada para deficientes e na escola comum, e tente concluir qual seria a melhor escola para Mohammad e por quê.


     Mohammad é um garoto que tem uma sensibilidade apurada a respeito de sentir o mundo. Discuta com seus alunos como Mohammad "vê o mundo" e o que significa o "paraíso" para ele.
     Que lição é possível aprender com Mohammad?
     Entre os aspectos filmicos: o diálogo, a trilha sonora e os cenários, o que chamou a atenção dos alunos?
     Promova um debate com os alunos a respeito das seguintes questões:


Para as pessoas que têm a visão perfeita:
  • "Ver" e "enxergar" têm o mesmo sentido? Justifique a resposta.
  • Em determinadas situações comuns da vida, passamos perto de alguma coisa ou de pessoa e não a enxergamos. 
a) Que situações são essas e por que isso acontece?
b) Esse comportamento sempre foi assim ou é típico da sociedade contemporânea?



     Em grupos de 5 ou 6 alunos, peça a eles que discutam as questões abaixo e registrem as respostas.
  • Relacione diferentes situações de vida que deixamos de viver intensamente pelo fato de não as enxergarmos.
  • Pesquise uma letra de música, uma poesia, um painel, uma figura, um trecho de outro filme, uma obra de arte, etc. que possa representar uma dessas situações da vida que deixamos de viver intensamente pelo fato de não as enxergarmos.
         Cada grupo deverá fazer a exposição para a classe sobre o resultado da pergunta do grupo.
     Caso os alunos tenham acesso à obra de Manuelzão e Miguilim, de João Guimarães Rosa, poderia ser feito um paralelo entre as histórias dos dois protagonistas: Mohammad e Miguilin. Esse trabalho poderia realizar-se em grupos de 4 ou 5 alunos ou ainda coletivamente sob a coordenação do professor.
     Individualmente, peça aos alunos para registrarem uma passagem do filme que mais impressionou a eles e por quê, socializando as produções com os colegas da turma.




Outras possibilidades de trabalho:
     
      Em grupo, os alunos poderiam:
  • eleger, a partir do entorno social da escola, situações representativas de exclusão e de inclusão social.
  • criar mecanismos para maximizar a inclusão social e minimizar as situações consideradas de exclusão social, a fim de melhorar ou até mesmo de reverter o quadro da exclusão do entorno social.
  • divulgar para a comunidade escolar, por meio de exposição com fotos, cartazes, etc., as ações que os alunos julgaram necessárias para maximizar a inclusão e minimizar/reverter o quadro da exclusão do entorno social.
      Se possível, organize um debate convidando as instituições representativas dos diferentes setores sociais envolvidos.
*Caderno de Cinema do Professor 1





 


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O Planeta Branco


Gênero: Documentário
Duração: 86 minutos
Lançamento: 2006
Produção: França/Canadá
Classificação etária: Livre

Ficha Técnica: 
Direção: Jean Lemire, Thierry Piantanida e Thierry Ragobert
Roteiro: Stéphane Milliere e Thierry Piantanida.
Produção: Jean Labadie, Jean Lemire e Stéphane Milliere.
Fotografia: Jérôme Bouvier, Francois de Riberolles, Martin Leclerc, Thierry Machado e David Reichert
Música: Bruno Coulais.
Edição: Catherine Mabilat, Nadine Verdier e Thierry Ragobert.

Narrador: Jean Louis Étienne.

O filme:
     Um vasto panorama da região do Ártico, mostrando as diferenças na passagem provocadas pelas estações do ano. O filme registra a força e a habilidade dos animais do Pólo Norte em sua luta pela sobrevivência, e também sua vulnerabilidade diante das mudanças agressivas provocadas no meio ambiente pelo fenômeno do aquecimento global.


Curiosidades:
  •      "O filme permite que a beleza simples e natural do Ártico fale por si mesma e, silenciosamente, faz um apelo em favor dessa forte, porém frágil região do planeta. Bruno Colais, um dos mais requisitados compositores de trilha na França, é especialista em musicar documentários sobre natureza e belas imagens, como, por exemplo, Microcosmos (1996) e Migração Alada (2001)". Extraído do site da 30a. Mostra Internacional de Cinema. 
  • O filme foi rodado ao longo de três anos na Groenlândia e no Alasca. Os diretores Rabobert e Piantanida são antigos colaboradores de Jacques Cousteau.
 Algumas possibilidades de trabalho com o filme O Planeta Branco
  • Áreas curriculares: Linguagens e Códigos, Ciências Humanas, Ciências da Natureza.
  • Sugestões de disciplinas: Geografia, Biologia, Língua Portuguesa, Arte.
  • Tema: Meio Ambiente, Saúde e Ética: localização geográfica, fenômenos naturais, ciclos de vida dos seres vivos, cadeias alimentares, carrentes migratórias, comportamento animal, aquecimento global, transformações da paisagem e as estações do ano.

Orientações preliminares:
     Levando-se em consideração que este documentário apresenta um panorama da região ártica, vários aspectos relacionados a esse meio ambiente poderão ser explorados, e dessa forma, recomenda-se a participação de diferentes disciplinas.
    Após a exibição do filme, recomenda-se apresentar para os alunos o assunto a ser explorado e o real objetivo de cada disciplina envolvida com esse filme.
    Uma outra possibilidade de exibição poderá ser o recurso de cena a cena, ou cenas extras, facilitando o desenvolvimento e as conclusões dos assuntos exibidos, no entando, os alunos deverão ter acesso à obra como um todo.

     Atividades
     Levando-se em consideração o(s) objetivo(s) do trabalho nas diferentes disciplinas e o conhecimento dos alunos a respeito do(s) tema(s), se necessário antecipe uma pesquisa sobre o assunto ou, ainda, faça uma leitura de artigos, reportagens, documentos sobre a reguão do Árticoe sua ambientação nas diferentes estações do ano.
    Após a exibição do filme, o professor, juntamente com os alunos, pode comentar sobre o documentário apresentado, chamando a atenção para as cenas mais marcantes, assuntos não compreendidos, e sobre o que se pôde aprender/constatar a partir dessa exibição.
    Cabe também relacionar e comentar sobre outros filmes da mesma temática, verificando qual conhecimento e familiaridade o assunto suscita nos alunos, complementando e/ou corrigindo informações se necessário.
    Em grupos de 4 ou 5 anlunos, peça para registrarem as informações que eles possuem agora e que consideram relevantes para serem veiculadas na escola, na tentativa de melhorar a visão e o comportamento dos alunos perante o aquecimento global, à continuidade e preservação das espécies, o bom-estar e a saúde de todos.
    Apresentar para a classe o resultado desse registro, anotando os itens dos grupos num único painek ou na lousa, a fim de se obter uma relação dos itens eleitos pela classe.
     A partir dessa relação, distribua os itens para os grupos e pala para elaborarem frases de impacto, cartazes com imagens, desenhos, gráficos, etc, sobre os itens apontados.
    As produções poderão ser expostas nas dependências da escola. lembre-se de orientá-los na construção das frases, em especial na adequação da linguagem, no tamanho das frases e no número de informações de cada produção, a fim de eviutar a poluição visual nelas.

Outras possibilidades de trabalho:
  •      Elaborar textos argumentativos, a partir de um dos temas: 
  1. Aquecimento Global.
  2. Continuidade e a preservação das espécies.
  3. Bem-estar social e a saúde de todos.
  4. Como intervir nos desequilíbrios ambientais?
     Ou outro tema eleito pelo professor e/ou pela turma de alunos.
     Obs: Se necessário, antes de os alunos iniciarem as produções, busque outros fontes de referência que tratam da temática.
  • Fazer uma releitura do documentário ou de um dos temas trabalhados, por meio de cartazes, charges, organizando instalações com quadros, fotografias, pinturas, etc. e solicializando para a comunidade escolar.
  • Elaborar um folheto (com linguagem informativa) a respeito dos conhecimentos que os alunos tiveram a partir do documentário, contendo sessões do tipo: Você sabia que... 
  • Organizar um festival de filmes na escola que possa remeter a discussões sobre essa temática.
  • Propor a construção de uma Agenda 21 Escolar como forma de exercício da cidadania em relação ao meio ambiente.
  • Utilizar outras formas de educomunicação (linguagem artística, saraus, poemas) com a utilização das salas de informática para pesquisa e produção dos trabalhos.
  • Prreparar um número de dança, de teatro, de coral, etc, utilizando cenas marcantes do filme (como exemplo, a última cena) ou outras imagens de filmes diversos. 
  • * Caderno de Cinema do Professor 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Crash, No Limite




Gênero: Drama
Duração: 112 minutos
Lançamento: 2004
Produção: E.U.A
Classificação etária: 14 anos


Ficha Técnica: 
Direção: Paul Haggis
Roteiro: Paul Haggis e Robert Moresco, baseado em história de Paul Haggis.
Produção: Don Cheadle, Paul Haggis, Mark R. Harris, Cathy Schulman e Bob Yari.
Fotografia: James Muro
Música: Mark Isham
Edição: Hughes Winborne

Elenco: 
Karina Arroyane - Elizabeth
Dato Bakhtadze - Lucien
Sandra Bullock - Jean Cabot
Don Cheadle - Graham
Art Chudabala - Ken Ho
Tony Danza - Fred
Keith David - Tenente Dixon
Loretta Devine - Shaniqua
Matt Dillon - Oficial Ryan
Jennifer Esposito - Ria
Ime Etuk - Georgie
Eddie J. Fernandez - Oficial Gomez
Willian Fichtner - Flanagan
Brendan Fraser - Rick
Billy Gallo - Oficial Hill
Ken Garito - Bruce
Nona Gaye - Karen
Terrence Howard - Cameron
Ludacris - Anthony
Thandie Newton - Christine
Ryan Phillippe - Oficial Hanson
Alexis Rhee - Kim Lee
Ashlyn Sanchez - Lara
Michael Pena - Daniel
Larenz Tate - Peter
Sean Cory - Policial de moto

O filme:
     Jean Cabot é a rica e mimada esposa de um promotor, em uma cidade ao sul da Califórnia, que tem seu carro de luxo roubado por dois assaltantes negros. O roubo culmina num acidente que provoca a aproximação de habitantes de diversas origens étnicas e classes sociais de Los Angeles: um veterano policial racista, um detetive negro e seu irmão traficante de drogas, um bem sucedido diretor de cinema e sua esposa e um imigrante iraniano e sua filha.

Curiosidades:
  • A estética de Crash, no Limite mostra bem as opções que o cinema americano tomou no início dos anos 2000: fotografia com aspectos sombrios, trilha sonora quase hipnotizante e um roteiro que "costura" várias histórias, de vários personagens, sem que haja uma solução comum a todas.
  • Outra característica desse tipo de roteiro é a profundidade psicológica dos personagens. Um dos primeiros e mais influentes cineastas a usar esse tipo de abordagem foi Robert Altman (1925-2006) em Short Cuts, de 1993.
Algumas possibilidades de trabalho com o filme:
  •  Áreas curriculares: Linguagens e Códigos/Ciências Humanas.
  • Sugestão de disciplinas: Língua Portuguesa/ Lingua Inglesa/ Geografia/Filosofia.
  • Tema: Ética e Cidadania (Preconceito) 
 Orientações preliminares: Sugere-se que esse roteiro de análise possa ser desenvolvido na escola por professores de diferentes disciplinas e que a sinopse do filme seja lida para os alunos antes de sua exibição, bem como o texto do box 1, sobre Los Angeles (no final da postagem), local onde o filme é ambientado.
Atividades: Inicialmente, converse com os alunos sobre o filme, a fim de verificar em que medida eles entenderam a narrativa, suas tramas e como elas terminam.
     Pergunte a eles qual é o tema central do filme.
     Explore alguns trechos do filme onde o preconceito é explícito e analise com os alunos de quje tipo de preconceito se trata.


     Explore trechos do filme onde o preconceito se apresenta de forma implícita. Exemplos:
  • O olhar do jovem policial Hanson para Peter. Pelas vestes de Peter, Hanson fica desconfiado. Por quê? (DVD: 1h25min44s - 1h28min15s).
  • Cena em que o detetive Graham entra no carro onde está sua colega e diz que não havia encontrado a mãe. Por que ele preferiu omitir a verdade? Há preconceito dele nessa  passagem? Se sim, que tipo de preconceito? (DVD:0h50min05s - 0h53min10s).
  • Cena de Peter e Anthony, quando se cruzam na calçada com o promotor Ricky e sua esposa Jean Cabot. Ao passar perto, Jean segura no braço do marido. Nesta cena, ela agiu com preconceito? Peça para os alunos justificarem suas respostas. (DVD: 0h08minn00s - 0h09min10s).

     Fica evidente que os dois jovens, Peter e Anthony, têm visões diferentes sobre o comportamento das pessoas. Peça aos alunos para identificarem essas diferenças. Os alunos concordam com a visão de Anthony? Por quê?



     Realidade versus ficção: o filme representa vários tipos de conflitos, mas não abre mão do "happy end", ou seja, a narrativa resolve os conflitos apresentados, "apaziguando" o espectador. Pergunte aos alunos se, na vida real, as tramas têm os desfechos propostos pelo filme. Peça aos alunos para justificarem suas respostas.




     Nas aulas de inglês, os alunos poderiam:
  • aprofundar a pesquisa sobre Los Angeles e/ou outras cidades dos EUA que eles queiram conhecer, relacionando as semelhanças e diferenças dessas cidades com as metrópoles brasileiras;
  • pesquisar a questão racial dos EUA, sobretudo em Los angeles, palco de violentos conflitos raciais no final da década de 1980;
  • trabalhar a letra de Maybe Tomorrow, música tema do filme;
  • discutir por que o filme tem esse nome;
  • escrever, em duplas, um texto sobre o que eles entenderam do filme Crash, no Limite, relacionando o sentido da música atema com o filme. (Let's sing: Maybe Tomorrow - Stereophonics)


     Pergunte aos alunos o que eles sabem sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Leia o Box 2, a fim de complementar as informações. (No final da postagem).

     Baseando-se no conteúdo da Declaração Universal dos Direitos Humanos em um dos depoimentos do ator Don Cheadle, abaixo, retirados do making of do DVD, os alunos poderiam escrever um texto dissertativo.

     "Racismo está por baixo. É como as pessoas pensam, falam quando estão sendo educadas. Precisamos ser honestos o bastante para admitir isso."

Ou:

     "O poder de Los Angeles na vida das pessoas e o papel que Los Angeles desempenha na vida das pessoas. E dom poder da cidade. Em Los Angeles ninguém toca em ninguém."

Ou de seu personagem, o detetive Graham Waters:

     "Em Los Angeles, ninguém toca em você. Estamos sempre atrás de metal e vidro. Acho que sentimos muita falta de toque."



Box 1: Los Angeles     
     Los Angeles é a segunda maior cidade dos EUA é a maior cidade do Estado da Califórnia e sua gigantesca região metropolitana tem aproximadamente 13 milhões de habitantes. Foi fundada pelos espanhóis, em 1781, controlada pelo México após a independência deste da Espanha, em 1821, e foi conquistada pelos norte-americanos em 1846.
     Considerada o maior ponto de entrada para imigrantes que vêm aos Estados Unidos, Los Angeles é também uma das cidades mais multiculturais do mundo, com populações de muitas nações e etnias das mais variadas.
     Los Angeles é mais conhecida pelos seus filmes, a maioria deles produzida no bairro mundialmente famoso de Hollywood.
     A década de 1990 foi marcada por intensos conflitos raciais e agravada pela opressão policial.
     
     Fonte: Enciclopédia Livre Wikipedia (texto adaptado)


Box 2: Declaração Universal dos Direitos Humanos
      A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos primeiros instruimentos baseados na ideia de que os direitos humanos devem ser garantidos para todo ser humano.
     O Artigo 1o. estabelece que: "Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade".
     O Artigo 2 continua: "Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer especie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição".
Do Artigo 3o. ao 21o. se estabelecem os direitos civis e políticos, que incluem o direito à vida, à liberdade, à liberdade de expressçao, à privacidade, à liberdade de ir e vir, como também proíbe a escravidão, a tortura e a prisão arbitrária.

Fonte: http://www.hrea.org/index.php?doc_id=439 - charter (texto adaptado) 
*Caderno de Cinema do Professor 1 
 


 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Narradores de Javé


Gênero: Comédia
Duração: 102 minutos
Lançamento: 2003
Produção: Brasil
Classificação etária: Livre

Ficha Técnica: 
Direção: Eliane Caffé
Roteiro: Luiz Alberto de Abreu e Eliane Caffé.
Produção: Vânia Catani e Bananeira Filmes.
Fotografia: Hugo Kovensky
Música: DJ Dolores e Orquestra Santa Massa
Edição: Daniel Rezende


Elenco: 
José Dumont - Antonio Biá
Matheus Bachtergaele - Souza
Nelson Dantas - Vicentino
Rui Resende - Vado
Gero Camilo - Firmino
Luci Pereira - Deodora
Nelson Xavier - Zaqueu




O filme: 
     O filme conta a história de um povoado, Javé. que está prestes a ser inundado e dar lugar à represa de uma hidrelétrica. Os moradores do lugar chegam à conclusão de que a única maneira de impedir a tragédia é transformando Javé em Patrimônio da Humanidade. Para isso decidem transformar as lendas sobre a origem do lugar em um livro. Acontece que a pessoa mais indicada para a tarefa é Antonio Biá, que havia sido banido da cidade por difamar seus moradores através de cartas. Como não há alternativa, a população resolve dar a chance de Biá se redimir escrevendo o livro. E o escrivão passa a ir de casa em casa para ouvir as histórias que estão guardadas na recordação dos moradores de Javé. O problema é que cada um lembra das coisas à sua maneira...




Curiosidades: 
  • O filme foi rodado entre junho e setembro de 2001 em Cameleira da Lapa, cidade do interior da Bahia.
  • Recebeu prêmios como: melhor filme e melhor roteiro no 30o. Festival Internacional do Filme Independente de Bruxelas, na Bélgica. Ganhou os prêmios de melhor filme do júri oficial e do júri popular e ainda o prêmio de melhor ator para José Dumont no Festivel do Rio 2003.
  • O filme surpreende pelos diálogos criativos e pela intensidade de imagens, e também por falar de questões tão importantes como história, memória, língua, comunidade e resistência.
Algumas possibilidades de trabalho com o filme:
  • Áreas curriculares: Linguagens e Códigos/ Ciências Humanas.
  • Sugestões de disciplinas: Língua Portuguesa/História/Geografia/Filosofia.
  • Tema: Ética e Cidadania (memória/história oral/patrimônio imaterial).

     O filme apresenta versões diferentes a origem da cidade de Javé. Qual a versão mais convincente? Por que?
     Sobre a responsabilidade de Antonio Biá:
  • Qual a difícil tarefa de Bia, levando-se em consideração as histórias orais e a memória do povo?
  • Por que Antonio Biá não conseguiu contribuir para que Javé se tornasse patrimônio histórico nacional?
  • O que Biá poderia ter feito para transformar a memória do povo em uma história documentada?


Análise do filme:

     Biá, ex-funcionário dos Correios, usou de uma estratégia nada ética para se manter no emprego. O que ele poderia ter feito para preservar o Posto dos Correios e seu emprego de uma forma ética e profissional?
     
     O personagem Zaquel, mesmo se auto-intitulando não ser um homem "das letras" (DVD-Cap.X - 06:05min), acha que ler é importante? Por quê?
    
     Segundo Zaqueu, a cidade de Javé "foi quando caiu em cima de nós na maior desgraça que um povo pode viver para ver" (DVD-Cap.X - 06:48min). Que desgraça é essa? E por que ele a classificou como sendo a maior desgraça de um povo?

     Segundo o filme, antigamente era comum a apropriação das terras a partir de "divisa cantada". Essa prática acontece nos dias de hoje de forma diferente e com outros nomes. Quais são essas formas e por que acontece isso hoje em dia?


     Para os personagens, o que é valor científico?


     Pode-se afirmar que a cidade de javé, apesar da sua singularidade, concentra características que se repetem em outros lugares do Brasil e do mundo. O que, de comum, a cidade de javé teria na sua cultura com os outros lugares do Brasil e/ou do mundo?
     
     Por fim, o único registro desse povoado seria a película Narradores de Javé. Em que medida o filme poderia ser um documento de valor científico e/ou cultural desse povoado? 


Nas aulas de Língua Portuguesa, entre outras atividades, pode-se:

     Rever o Cap. X (21:30min), em que Biá tenta "dar uma mãozinha" na versão de Vicentino Indalécio da Rocha, recontando-a a sua maneira.
  • Que tipo de texto Vicentino esperava que Biá escrevesse?
  • Que tipo de texto Biá queria escrever?
  • Levando-se em consideração que se tratava de um documento, na sua opinião, quem estava com a razão e por quê?
  • Qual a diferença entre relatar um fato e interpretar um fato?

     Os moradores de Javé utilizam uma linguagem típica da região nordeste. nesse sentido, é importante que os alunos façam:
  • uma pesquisa sobre as variantes linguísticas;
  • uma análise sobre a variante linguística utilizada pelo povo de Javé.

     As frases abaixo foram ditas por alguns personagens eo filme. Peça para os alunos reescrevê-las, obedecendo ao modo como cada um fala, no entanto, sem mudar o sentido das frases:
     "... Eu mesmo qui não sô das letras..."
     "... Esse lugar véio num vale o que o gato interrra..."
     "... A caneta corre assim no papel, sem freio..."
  
     Peça aos alunos para explicarem com suas palavras o que entenderam das frases abaixo, que foram ditas por alguns personagens do filme:
     "Eu sô um homem que só consegue pensá a lápis."
     "Galinha que muito cisca, encontra cobra."
     "quem muito fala dá bom dia a cavalo."

     O professor, juntamento com os alunos, pode debater sobre a importãncia de cada uma das variantes linguísticas, considerando os diversos contextos sociais.

     Qual destes ditados populares serviria melhor como subtítulo do filme Narradores de Javé e por quê?
  • Quem conta um conto aumenta um ponto".
  • Em terra de cego, quem tem um olho é rei".
  • O povo aumenta, mas não inventa".
  • Existem três verdades: a minha, a sua e a que de fato é".

Outra possibilidade de trabalho:
     Apresente aos alunos trechos da Carta de Pero Vaz de Caminha ao El Rei Dom Manoel, onde são descritas partes do Brasil e do povo encontrado aqui.
    Peça aos alunos para elaborarem um texto que descreve a seguinte situação:
    Se o descobrimento do Brasil tivesse sido registrado a partir das margens da represa do povoado de Javé, como seria a descrição dessas terras, bem como do povo (de Javé)? O texto poderá ser coletivo ou em pequenos grupos de alunos.
*Caderno de Cinema do Professor 1